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Tese de Doutorado de egressa do CCAE/UFPB aprovada como exemplo de excelência acadêmica

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Com destaque no grau de pioneirismo da pesquisa, no mérito científico, na contribuição acadêmica inovadora e na escrita autoral,  conforme os requisitos dos estudos em Educação, foi aprovada no último dia 28/03/25, no PPGE/UFPB - João Pessoa, a Tese de Doutoramento de Ione Gomes (egressa do Curso de Pedagogia - CCAE/UFPB), com a Banca Examinadora recomendando, por unanimidade, a publicação do trabalho como livro, em função do seu caráter de potente originalidade e de contribuição para a pesquisa em Educação Popular no Brasil, no campo das drogas, do desvio social, da redução de danos e do trabalho socioeducativo, conforme os novos enfoques contemporâneos da área de EP.  A Tese tem como título Educação Popular e Redução de Danos no Campo das Drogas ,   distinguindo-se por atender com excelência os requisitos de um trabalho doutoral. Foram examinadores os professores Marcos Lemos (Universidade Federal de Pelotas/RS), Jeane Félix (Universidade Federal de Alagoas), Pedro Cruz...

A guerra que atinge todos nós: as razões do Coletivo Vozes Judaicas por Libertação*

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    Juliana Muniz   "A morte de um único ser humano empobrece a todos, pois ele é um ser único e irrepetível com o qual se deixa de ter contato"  (Marco Aurélio)  Por Juliana Muniz (Coletivo Vozes Judaicas por Libertação) Outubro de 2023 não marca um início, mas a continuação de um projeto de 76 anos de colonização, configurado em um sistema de  apartheid  e ocupação no que se compreende como os territórios de Israel e Palestina. Se no fim do século XIX o debate sionista circulava em torno da questão da autodeterminação judaica e de possíveis resoluções para perseguições históricas, com o tempo, concretizou-se como um projeto colonial para a criação de um Estado fundado sobre a expropriação dos palestinos em 1948. Esse processo ficou conhecido como  Nakba  ( catástrofe  em árabe).  O poeta libanês Elias Khoury, falecido há poucos dias, foi um dos primeiros a ler a  Nakba  não como um evento localizado, mas como catá...

Desigualdades de classe, étnico-raciais e de gênero: palestra com sociólogo português

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Prof. Manuel Carlos Silva  Desigualdades, exclusão, inclusão, classe, dimensões étnico-raciais, gênero. Os discursos em torno dessas questões têm se multiplicado de forma exponencial, seja na esfera do debate público, seja no âmbito acadêmico. Contudo, nem sempre as abordagens a seu respeito se estruturam de modo sistemático, com o devido escrutínio teórico e empírico-analítico. Dessa forma, em alguns casos, certos enfoques tornam-se reféns de mera retórica, carecendo de consistência argumentativa para pugnar pelas boas causas que assumem e para, nesse sentido, enfrentar os desafios que lhes estão postos. Tendo em atenção este e outros aspectos, no próximo dia 11/03/2025, será realizada, no PPGE/UFPB, às 9h30, a palestra intitulada ‘Desigualdades de classe, étnico-raciais e de gênero: inersecccionalidades e centralidade da classe social’. Será proferida pelo Prof. Doutor Manuel Carlos Silva, sociólogo português, docente na Universidade do Minho, ex-Presidente da Associação Portugue...

Identitarismo troca conceitos universais por marcas particulares, afirma historiadora

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  Historiadora e psicanalsita Elisabeth Roudinesco Entrevsita conduzida Naná DeLuca (Folha de São Paulo, Mestre em Letras pela USP) A  historiadora e psicanalista francesa Elisabeth  Roudinesco , 77, conhecida por biografar grandes pensadores como Sigmund Freud e Jacques Lacan, diz ter certeza de que "o mundo está se desfazendo para o nascer de outro". Para ela, isso é bom, mas o percurso errático dessa transformação a preocupa. Essa inquietação é o objeto do seu mais recente livro, " O Eu Soberano " (Zahar), que busca compreender as "derivas identitárias" — o encerramento sistemático dos sujeitos em identidades fechadas —, que hoje estão no centro do debate público em vários países. Para conduzir sua pesquisa, ela se pergunta: como os movimentos emancipatórios do século 20 se tornaram o que são hoje? Relendo clássicos do pensamento francófono, como Aimé Césaire,  Frantz  Fanon , Jacques Derrida e Michel Foucault, ao lado de importantes trabalhos atuai...

As armadilhas do identitarismo, Narciso e a solidariedade a Maria Rita Kehl

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  Maria Rita Kehl  Por Rodrigo Toniol na Folha  (Professor de antropologia da UFRJ, é membro da Academia Brasileira de Ciências)   Na semana passada, a psicanalista Maria Rita Kehl foi alvo de um linchamento virtual, após críticas ao que chamou de "movimento identitário". A reação à fala dela incluiu um argumento que lembra os piores crimes da humanidade: a ideia de que ela deveria se calar por conta de uma "herança moral" transmitida geneticamente. Os acusadores se referiam ao fato de o avô de Kehl ter sido um eugenista no início do século 20, sugerindo, portanto, que ela teria herdado, pelos genes, a "paleta moral" dele. A história nos mostra que, quando biologia e julgamento moral se juntam em um mesmo argumento, o ovo da serpente já foi chocado. Os ataques tomaram conta de perfis nas redes sociais e ainda estimularam pessoas a editar a biografia de Kehl na Wikipédia, sublinhando sua ‘degenerescência hereditária’ — para usar um termo caro às teo...