Inteligência Artificial: nem inteligente, nem artificial - e comete erros
De tempos em tempos, a cada novo fenômeno sociotécnico, muitas vezes, gera-se um ‘grande entusiasmo’, transita-se para a ‘euforia’ e cai-se no ‘ufanismo’. É o que se passa agora com a chamada Inteligência Artificial, no mais das vezes, concebida de forma acrítica, sem problematização e sem se levar em conta as suas implicações – desde as esferas sociais de caráter micro (como o desenvolvimento da aprendizagem) até as dimensões de natureza macro, como é o caso da geopolítica. Ainda bem, contudo, que existe algo chamado conhecimento metacientífico, para - com as suas disciplinas – realizar o devido escrutínio da questão. Isso nos leva a ter acesso a asserções como a do neurocientista Miguel Nicolelis, caracterizando a Inteligência Artificial como “nem inteligente e nem artificial”. Além de também cometer erros. De resto, Noam Chomsky qualificou a IA como um duro ataque ao pensamento crítico e à ideia de formação autônoma. Já começa a se avolumar, em alguns países,...