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Mostrando postagens de abril, 2026

O encontro entre a Sociologia e as Neurociências: novas perspectivas sobre socialização e a relação com a infância

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Nos últimos tempos, internacionalmente, a pesquisa cientifica tem avançado muito no sentido de uma convergência entre a Sociologia e as Neurociências. Da parte das Neurociências, trabalhos como os do português (naturalizado estadunidense)   António Damásio têm contribuído para isso; da parte da Sociologia, abordagens como as do seu compatriota Pedro Abrantes, do espanhol Vicente H. Urmeneta e as do italiano Massino Blanco fazem o mesmo. Como consequência, por exemplo, determinados enfoques usuais sobre a infância são impactados, e perdem relevância analítica e explicativa, conforme as investigações em Sociologia da Infância têm evidenciado. A especificidade da socialização infantil, articulando natureza e cultura, está para além de clichês muitas vezes repetidos no campo educativo. A propósito, conforme assinala Pedro Abrantes em um dos seus trabalhos , na esfera da socialização, ocorre um encontro paradigmático entre Sociologia e Neurociências. Trata-se, em suas palavras,   d...

Do crack ao clique: dependências para além das drogas – Evento ABRAMD

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  A Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (ABRAMD) realizará o evento intitulado Do crack ao clique: dependências para além das drogas. Acontecerá de forma presencial e remota.  Palestrantes  Anna Paula Nunes - Graduada em Psicologia pela PUC/SP, é psicoterapeuta e faz parte da equipe multidisciplinar do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD/UNIFESP), onde coordena grupo de acolhimento de pessoas com dependências de comportamento. Tema da palestra: Podemos ser dominados por nós mesmos? André Pimenta de Melo - Psicólogo clínico e sanitarista baseado em Campinas - SP, especializado em Terapia Existencial. Mestre em Saúde Coletiva pela UNICAMP, atua na interface entre fenomenologia, saúde mental e atenção psicossocial. Tema da palestra: Adições: da origem à globalização João Paulo Parada - Pesquisador do Grupo de Pesquisa Educação e Drogas (GPED/UERJ); pesquisador do Programa de Pós-graduação em Ensino em Biociênci...

A quem pertencem os nossos dias? A interdição de FHC e a vida com lucidez

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Philosopher, c'est apprendre à mourir (Montaigne)   Por Ruth Aquino Para quem conheceu de perto o brilho intelectual de Fernando Henrique Cardoso [sociólogo mundialmente reconhecido, ex-Presidente da Associação Internacional de Sociologia, que se tornou Presidente do Brasil], a notícia de sua interdição [aos 94 anos], a pedido dos filhos, é, mais que um choque, um alerta.  Queremos viver tanto assim? Após a perda da lucidez? O que fazer para evitar esse capítulo doloroso para a família? Antes que o Alzheimer roube nossa conexão com o mundo, nossa autonomia. Antes que nos tornemos um fardo. Filhos pedem a interdição na Justiça quando a pessoa já não tem condições de ser responsável por mais nada. Filhos se tornam curadores. Essa decisão não é nada fácil. Vivi isso na minha família, fui curadora. Amigos e conhecidos têm enfrentado escolhas semelhantes com pais ou mães. É um luto em vida. Porque estamos vivendo demais. Nos cinemas, há um filme imperdível sobre os dilemas ...

Profissão docente e o papel do professor: conteúdo, centralidade do ensino e superação do senso comum

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Ao discutir a concepção de infância, relacionando-a à formação de professores e à atuação desses no processo educativo formal, Dermeval Saviani é paradigmático ao assinalar que a diretividade da atuação docente é irrenunciável, pois, conforme ele,   nas instituições educativas, o nexo instrução-educação somente pode ser representado pelo trabalho vivo do professor, na medida em que o docente é consciente dos contrastes entre o tipo de sociedade e de cultura que ele representa e o tipo de sociedade e de cultura representado pelos alunos. Em sentido semelhante, tendo como postulado a mesma concepção histórico-ontológica de Saviani, Newton Duarte é enfático: reafirma a imprescindibilidade do ato de ensinar e recusa as ditas pedagogias não diretivas e   do ‘aprender a aprender’, assim como as incompreensões e equívocos em torno de consignas tais como ‘ninguém educa ninguém’.   Ou seja, o referido pressuposto analítico e conceitual sustenta que o trabalho docente é um trabal...