Para um novo progressismo: o lulismo se esgotou e é necessário mudar de rumo
Manifestantes na laje do Congresso Nacional (Folhapress) Por Luiz Felipe Miguel [*] Depois das derrotas da semana passada, uma conclusão se impõe: no último ano de seu terceiro mandato, Lula se encontra em situação similar a Dilma Rousseff no começo do segundo mandato dela, aquele que foi interrompido pelo golpe em 2016. Ele se defronta com um Congresso no qual tem sustentação muito minoritária e que não se dispõe mais a vender (ou melhor, alugar) seu apoio em troca de cargos e verbas. Enfrenta a má vontade da imprensa corporativa e dos donos do capital em geral, que veem com simpatia crescente a possibilidade de alçar ao poder uma direita pura e dura. Nesse cenário, de pouca margem para a conciliação de classes, evidencia-se aquilo que muitos analistas da conjuntura brasileira estamos dizendo há anos: esgotaram-se as potencialidades do lulismo como forma de fazer política. Baseado na evasão do confronto e na ausência de um projeto de desenvolvimento nacional e popular...